Num
dojo, existe o
sensei, o
senpai e os
kohai. Dada a ordem pelo
sensei, todos deverão segui-la em simultâneo, mas existe uma hierarquia que deve ser respeitada. Vejamos o seguinte exemplo: Se o
sensei pede uma
kata onde temos dificuldade, é o dever do
senpai ir ligeiramente à frente dos
kohai, de forma a conduzi-los no caminho certo. Não deverá ir demasiado à frente e muito menos atrás. De certa forma, o
sensei é a mente que coordena, o
senpai, a mão que executa, e os
kohai, o corpo que a segue.
Shin Gi Tai. Primeiro a mente, depois a técnica e, por fim, o corpo.

Ser senpai acarreta desafios novos. Não basta executar correctamente uma técnica, com todos os desafios que isso acarreta. Um bom senpai está disponível, atento, ligado tanto ao sensei como a cada um dos kohai, especialmente aos mais novos. Se quiséssemos andar e uma perna ficasse para trás, certamente que daríamos por isso. Assim deve ser o grupo que avança junto numa kata. Todos se movem em harmonia, e se alguém ficar para trás, o senpai deve ser o primeiro a abrandar o ritmo para que todo o grupo faça o mesmo, e quem ficou para trás os possa alcançar.
O bom senpai não enfrenta apenas as suas dificuldades; ele enfrenta as dificuldades do grupo inteiro.